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segunda-feira, 21 de maio de 2012

Crise de identidade



A identidade do indivíduo como conhecíamos está em ruínas. A formação do indivíduo provinha de suas relações interpessoais juntamente com a influência dos meios de massa vigente – tv, rádio e jornal. Nos últimos vinte e cinco anos do século XX, com a popularização dos pc’s e a chegada da internet, os meios de comunicação tradicionais tiveram que adaptar suas linguagens para sobreviverem, sendo mais dinâmicos, interativos e flexíveis. Os indivíduos foram afetados no que diz respeito à formação de uma cultura própria do espaço digital, com comportamentos e características diferentes do que tínhamos antes. A máxima agora é que com a internet todos podem ter acesso a tudo – mas nem tudo é acessado por tudo. Na era digital, uma pessoa pode criar conteúdo para seus pares, atingir uma grande audiência e receber constantes feedbacks. Na internet há espaço para a fomentação de culturas de nicho e não somente conteúdo massificado como, por exemplo, o da televisão. 


A influência da identidade do indivíduo agora também é moldada por suas relações no ciberespaço - com o indivíduo lidando com a internet junto com os meios tradicionais influenciados por ela. Há espaço para a “individualidade coletiva”, um indivíduo consegue se encaixar em um determinado grupo de cultura de nicho. E com a ânsia de se aprofundar em uma determinada cultura ou pela admiração por alguns de seus aspectos, como um personagem, os internautas procuram se vestir como tal, tornando como hábito de vida o background de um personagem e seu universo. De tal maneira, o conjunto de pessoas que agem de tal forma é denominado fandom (do inglês fan + kindom). A caracterização como um personagem é só um aspecto dessa cultura que abrange principalmente discussões nos fóruns na rede mundial de computadores, criação de vídeos “fan made”, fanzines etc.


Muitas vezes o convívio com tal cultura extrapola os limites do ciberespaço e chega aos fóruns, convenções e feiras no mundo físico. Lá podemos observar a prática do cosplay, um indicador visual que tal fan gosta de um universo ficcional, vestindo e agindo como tal. Os cosplayers surgiram nos anos 70 nas convenções de Star Trek e ficaram populares de vez nos anos 90 com os animes e a popularização da internet. Cada vez mais há a profissionalização dos praticantes do cosplay e daqueles que criam as feiras e convenções. A Comic Com é o maior expoente desse tipo de evento. Nela, as principais tendências dos mundos dos quadrinhos, as estreias dos maiores blockbusters do planeta são lançadas – todo o nicho de cultura pop nerd é abrangido – com claras intenções financeiras, sendo que ela serve como termômetro para os estúdios (e os fans) saberem se algum produto irá ter aceitação do público ou não.  Estima-se que este tipo de evento causa um impacto de 170 milhões de dólares na economia local.


Aparentemente a cibercultura e a “individualidade coletiva” são elementos que possuem impacto significativo, às vezes majoritário, na formação de uma persona. Essa junção de novos elementos pode descaracterizar uma pessoa, levando-a emular outra vida – assim como as mídias tradicionais, que massificam um conteúdo ao máximo levando as pessoas a discutir, por exemplo, sobre a vida de uma personagem de novela que foi inspirada na vida real. O ideal para uma construção de uma persona é a diversificação de repertório. Assim, um sujeito que estiver inserido em micro e macro culturas saberá o que tomar como hábito de vida para que a mesma não se torne a de outra pessoa.Vida longa e próspera.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Um outro caminho para a democratização e uso consciente dos direitos autorais

Neste momento há uma grande sombra se projetando sobre a questão dos direitos autorais. E ela só aumenta. As leis de direito de distribuição e reprodução do artista sempre foram claras e diretas antes da era digital, e depois, adaptadas para a vigência desta. Em plena era do pastiche, onde o moderno encontra o brega e o remix é a ordem, não sabemos como agir diante imagens photoshopadas (como as famosas "montagens") ou a republicação de material disponível ao público em um ambiente digital (como um noticiário de uma emissora de tv sendo levado ao YouTube). Existe uma solução para este aparente novo paradígma do início do novo século? Sim (!), e ele se chama Creative Commons (CC).


Desde o ínicio da guerra dos direitos, com o processo da banda Metallica em cima do Napster, os dois lados aprenderam a se organizar. A indústria de entreterimento INTEIRA conseguiu construir um lobby com grande influência política - conseguindo bloquear conteúdos em certos meios para determinados países, ou criando novas leis, mais rígidas, para punir quem não segue sua visão de mercado. No extremo oposto, existem os internautas que se opõe a essa visão da indústria e buscam debates e soluções verdadeiramente democráticas. Entretanto, a internet não é uma organização, é um meio para tal.


 A ONG americana Creative Commons, criada em 2001, que já conta com um site traduzido para o portugês, instituiu algumas regras de direito que dão a liberdade ao artista (leia-se neste caso como "produtor de conteúdo" - sendo este aquele que cria ou recria obras) de personalizar o tipo de direito de distribuição que ele queira. E essa iniciativa está dando certo. Muitos artistas, acervos históricos e demais utilizam essas licenças. São práticas de se escolher e, o mais importante, não estão em juridiquês - ou seja, o artista sabe o que escolhe.



A Creative Commons é um alívio criativo (de como podem ser as leis neste início de século) e também retira um pouco da pressão que alguns artistas indie vinham recebendo de seus próprios pares e algumas empresas. Ongs como essa conseguem se movimentar, inovar e mobilizar muitas pessoas.  Prova da eficácia desta é adaptação de suas licenças para a legislação de mais de trinta países, incuindo o nosso. Parece que o valores estão invertidos, os governos deveriam fazer isto. E em pouco mais de dez anos  tivemos pouco avanço de governos de vários países - e eles precisarão se adaptar aos novos meios.


A padronização dos direitos de distribuição entre os artistas, e a consciência deles disso, é um avanço enorme na guerra entre eles e empresas - um verdadeiro confronto entre tirania e democracia. E com a CC estamos um passo à frente.

Shiblog em outras redes sociais

Saiba que agora o Shiblog também está se expandido. Temos um perfil no Twitter, que nos ajudará com sua agilidade na postagem de artigos para nossos seguidores, fora sua particular de interação com os leitores; também contamos com uma fanpage no Facebook, onde sairemos ( ainda mais) da caixa e falaremos de outros assuntos periféricos ao mundo da tecnologia. Portanto, vá e dê um follow e curtir para nós :{)



domingo, 15 de abril de 2012

Nossas impressões sobre o novo Ipad


O início do mês de março foi marcado pela apresentação do Ipad de terceira geração, ou como a própria Apple o chama, "novo Ipad". Essa é a primeira vez que o novo CEO sobe ao palco para apresentar um novo produto desde a morte do co-fundador Steve Jobs, no ano passado.

Continuando com o novo ciclo de atualização de produtos da Apple, o CEO Tim Cook, mostrou que neste período o -Steve Jobs, a empresa busca manter a regularidade de lançamentos, agradar os acionistas (com a distribuição de dividendos) e não se arriscar com  grandes inovações em seus produtos - fato que gera muita desconfiança sobre o futuro da empresa.

O novo Ipad traz o processador A5X, que em testes de benchmark supera o inédito Tegra 3, da Nvidia. Isso se deve ao fato de que a empresa aposta em qualidade de imagem com a tela Retina (a mesma dos novos Iphones). Para os gamers isto é um alívio. Também diria um sonho - de que jogaríamos jogos mais pesados em  um tablet.

O aparelho também foi marcado por permanecer com o mesmo design e a ausência, que Cook exaltou na apresentação como a "melhor amiga de muitas pessoas", o programa de reconhecimento de voz Siri. O programa é ótimo nove apenas em língua inglesa, é claro) , porém não é tão prático e inovador à moda Apple.

Outro problema é que para o público brasileiro não há jogos na App Store nacional. Ou seja, o novo Ipad não faz sentido. Fora o que temos disponível na loja online é cobrado em dólares. É muito mais sensato comprar o Ipad 2, que teve redução de R$100,00 no preço. Quanto ao preço no Brasil, não podemos garantir nada. A tendência é que seja o mesmo do antecessor. E não há sinal de fumaça sobre uma possível fábrica em Jundiaí. Logo, não tenha muita esperança numa provável redução de preço. A data do lançamento também não foi divulgada (como sempre). A Apple é tradicional em deixar mercados emergentes em segundo plano.

Se recomendamos o aparelho? É claro! A linha Ipad ainda é a melhor do mercado. Mas se você não tiver muito dinheiro para gastar com tablets ou não for viajar para o exterior, o Ipad 2 continua sendo uma boa opção, e também há outros modelos de outras marcas que também compensam. Se você está embarcando no mundo dos tablets agora, o novo Ipad talvez não seja a melhor (e única) opção.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

terça-feira, 20 de março de 2012

Shiblog: uma nova opção de informação




Video introdutório do Shiblog - uma pequena apresentação do grupo. Bem humorada...
O blog faz parte do Projeto Integrado da Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS).
Nova proposta é trazer textos que permitam o leitor refletir sobre os novos paradigmas que a internet e as novas tecnologias nos trazem.


Intregrantes:

André Martire
Bruno Ribeiro
Fernanada Pelosi
Henrique Freitas
Leonardo Tzung
Stefanio Shibata